quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Há 26 Anos, Senna Conquistava O Mundo Da Fórmula 1 Pela Primeira Vez

30/10/2014 11h13 - Atualizado em 30/10/2014 14h19
Por Felipe Lessi/Jovem Pan
fonte: Alessandra Jarussi / Rádio Jovem Pan

Ayrton Senna conquistou o primeiro titulo da Fórmula 1 em 30 de outubro de 1988

Há exatos 26 anos, precisamente 30 de outubro de 1988, Ayrton Senna da Silva conquistou o Grande Prêmio do Japão e cravou o seu nome de vez na galeria de campeões da Fórmula 1.






A temporada de 1988 era a primeira do brasileiro na McLaren, que buscou Senna após ter se destacado nas últimas três temporadas com a Lotus. Logo em seu ano de estreia na escuderia, ele desbancou o companheiro de equipe, Alain Prost, em um dos melhores duelos já existentes na categoria, que só foi possível graças ao evidente domínio do time britânico na época.

Uma amostra do desempenho da McLaren-Honda naquela temporada foi que a dupla só não venceu o Grande Prêmio da Itália - conquistado por Gehard Berger, da Ferrari. Outro número que mostra a supremacia de Senna no ano de 1988 são pole-positions: em 16 corridas, o brasileiro largou na primeira posição em 13 oportunidades.

Considerado pelos especialistas como um dos maiores pilotos de todos os tempos, Senna conquistou seu primeiro título após uma vitória heroica. Devido à superioridade da escuderia britânica no ano, somente a dupla da equipe chegou a Suzuka com chances de conquistar o título da temporada. Após levar a melhor e garantir a pole-position, o brasileiro viu as chances do tão sonhado título diminuírem após perder alguns segundos parado no momento da largada. Ele foi ultrapassado por muitos carros, e terminou a primeira curva apenas na 14ª posição.

Prost se aproveitou dos problemas de Senna e logo assumiu a ponta, mas viu o brasileiro com uma atuação surpreendente diminuir a diferença a cada volta. Muito bem na prova, Ayrton recuperou a liderança na 7ª volta e, mantendo o bom desempenho, disparou na frente para cruzar a linha de chegada 13 segundos a frente de seu companheiro.

Com a vitória, Senna repetiu os feitos de Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet e se tornou o terceiro brasileiro a conquistar um título mundial da Fórmula 1. Ainda formando a parceria de sucesso com a McLaren, ele conquistou o segundo campeonato em 1990 e o terceiro em 1991.


Confira o compacto da Jovem Pan do GP de Suzuka, de 1988: 







FONTE PESQUISADA


LESSI, Felipe. Há 26 anos, Senna conquistava o mundo da Fórmula 1 pela primeira vez. Disponível em: <http://jovempan.uol.com.br/esportes/motor/formula-1/ha-26-anos-senna-conquistava-o-mundo-da-formula-1-pela-primeira-vez.html>. Acesso em: 30 de outubro 2014.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pai de Ayrton Senna, Milton da Silva, Mantinha Empregados em Condições Desumanas em Fazenda de Sua Propriedade



Vejam trechos do processo aberto em 2007 pelo Ministério Publico do Trabalho contra o pai de Ayrton Senna, Milton Guirado Theodoro da Silva, após várias denuncias de trabalho escravo em sua fazenda chamada “Campo Aberto”, localizada na Bahia. Faça o download do processo completo aqui.

Depois dessas denúncias e processos (esse em destaque no post é apenas um dos processos), a fazenda "Campo Aberto" foi vendida. Campo Aberto era de propriedade do senhor Milton da Silva, como relatado no começo desse post, e junto a ele tinham alguns sócios, amigos da família. Se digitar "Campo Aberto Milton da Silva" em sites de buscas, como Google, vocês podem constatar que a fazenda pertencia a família de Ayrton, a Milton da Silva. 

Milton sempre teve empreendimentos rurais, seus filhos ainda eram pequenos quando ele começou com esse tipo de negócio (talvez até mesmo antes disso). Era um "Expert" no ramo. Bom, já podemos imaginar como acumulou sua fortuna. 

Trechos do Processo:


Acerca da situação dos trabalhadores encontrados na fazenda ré, vale a pena ler com atenção alguns trechos do RELATÓRIO DE INSPEÇÃO RURAL confeccionado pela Fiscalização à época, quanto às condições gerais dos trabalhadores (documentação anexa):


“O local destinado ao alojamento dos obreiros não oferecia as mínimas condições para tal. As duas edificações utilizadas para a dormida dos trabalhadores eram compostas de vinte cômodos cada uma; cada cômodo com medida aproximada de 9 metros quadrados. Na maioria dos cômodos havia um conjunto de  4 beliches de três camas em alvenaria, formando nichos onde dormiam os trabalhadores. Em outros as camas eram de estrutura de madeira nos mesmos moldes. As edificações não possuiam forro e o teto era superlotado de aranhas e suas teias além de muita sujeira. O espaço de circulação dentro dos cômodos era muito exíguo, assim como a luminosidade, já que as janelas encontravam-se emperradas e a luz que entrava pelas portas não era suficiente para iluminar o local. Como havia mosquitos em demasia no local, os trabalhadores eram  obrigados a improvisar coberturas para fechar as camas com sacos de nylon, redes e telas, aumentando em demasia o calor e,conseqüentemente, o desconforto. Os colchões fornecidos, em sua maioria, eram  velhos, sujos e muito finos, e não era fornecida roupa de cama.(.....)Há que se mencionar que o mato que circundava o local de  alojamento era muito próximo e havia uma grande quantidade de animais peçonhentos, especialmente cobras, na vegetação do entorno. Ainda, havia água suja empoçada ao redor das estruturas, propiciando a proliferação de mosquitos. Portas e janelas encontravam-se, ainda, imundas e enferrujadas. Não havia armários nos cômodos onde dormiam os trabalhadores. Os pertences dos obreiros ficavam dispostos aleatoriamente no chão, sobre as camas ou pendurados em varais improvisados. Ressalte-se que, juntamente com os pertences dos trabalhadores, havia fogareiros a gás e ferramentas de trabalho, como enxadas, que também  eram armazenadas nos cômodos, colocando em risco os ali alojados. O piso de cimento cru, assim como toda a estrutura, encontrava-se em estado de conservação precário e de absoluta sujidade”.(destaque nosso).”

“A título de instalações sanitárias havia duas estruturas, a aproximadamente trinta metros dos locais de alojamento. Em uma havia um conjunto de seis vasos sanitários para atender aos 82 trabalhadores, no entanto, três deles não funcionavam e os demais se encontravam em estado precário. Não havia iluminação, papel higiênico ou limpeza. Tampouco havia lavatórios para higienização das mãos. As portas não tinham fechaduras ou maçanetas e encontravam-se deterioradas, com pedaços faltando. O odor no local era insuportável. Devido à sujeira e às condições do local, os trabalhadores, em sua maioria, utilizavam o mato para fazer suas necessidades fisiológicas de excreção, ficando expostos ao ataque de animais peçonhentos. Durante a noite a situação era ainda mais grave. Devido à distância entre os alojamentos e os sanitários e por causa do medo de ataque de cobras, os trabalhadores ou improvisavam recipientes para fazer suas necessidades fisiológicas dentro do alojamento ou eram obrigados a esperar que o dia amanhecesse. Na outra, local para banho, o chão era de piso irregular e as paredes imundas e cheias de limo. Não havia iluminação nem local onde os obreiros pudessem dependurar suas roupas. Tampouco havia portas, deixando os trabalhadores expostos durante o banho. (destaque nosso).”


Durante verificação nas frentes de trabalho a equipe fiscal verificou que uma cobra, identificada como cascavel, por conta do chocalho na extremidade do corpo, havia sido morta recentemente pelos trabalhadores. Quando a equipe encontrava-se, já, inspecionando a área de vivência foi encontrada, no local, e morta mais uma cobra, identificada, pelos trabalhadores, como jararaca.

Entre as duas edificações que serviam de alojamento encontrava-se o local para tomada de refeições. (....)Não havia recipiente para lixo ou lavatórios que permitissem a higienização das mãos. O local para preparo dos alimentos era totalmente inadequado. A edificação encontrava-se extremamente suja; as paredes, deterioradas, além de sujas apresentavam buracos e remendos. As janelas e portas de ferro encontravam-se enferrujadas. Não havia iluminação apropriada e o calor no ambiente era extremo. Os trabalhadores responsáveis pela manipulação dos alimentos não usavam equipamento de proteção. Os alimentos eram manipulados sem qualquer cuidado ou higiene. Os utensílios de cozinha encontravam-se espalhados, amontoados pelos cantos e no chão. (....)O almoço e o jantar eram preparados a um só tempo, pela manhã, e os alimentos preparados ficavam nas próprias panelas, em temperatura ambiente alta, sujeitos à deterioração. Uma das conseqüências dessa situação é que a comida oferecida aos trabalhadores não tinha qualidade. Ainda, era oferecida a refeição colocada nos recipientes dos trabalhadores pelos próprios responsáveis pelo preparo dos alimentos, e entregue aos trabalhadores sem possibilidade de comer mais do que o servido. O empregador não oferecia marmitas ou pratos. As refeições eram servidas em recipientes diversos, de propriedade dos próprios trabalhadores. Como nem todos os trabalhadores possuiam recipiente para receber o alimento, muitos tinham que esperar que os demais terminassem de comer para que pudessem, então, pedir emprestada a “marmita” para tomar a refeição. Muitas “marmitas” eram improvisadas com garrafas de refrigerante tipo “pet”, cortadas”. (destaque nosso)

            As condições de trabalho dispensadas aos trabalhadores, como se vê, eram as piores possíveis.


As condições a que estavam expostos os trabalhadores traduzidas pela verificação física e termos de declaração, revelam um quadro humano estarrecedor, como se vê pelo depoimento do trabalhador José de Jesus:

“...que só pode sair da fazenda no 1º sábado após o dia 05 de cada mês,”que é a lei não é? Perguntou a este auditor; que gostaria, se pudesse, de sair outras vezes da fazenda, mas não havia como, pois é muito longe e não há transporte; que não consegue dormir à noite por causa dos mosquitos; que é muito mosquito; que recebeu colchão velho, sujo; que não recebeu roupas de cama, sabão, toalha; que já matou pelo menos três cobras no pátio do alojamento; que a cobra é do tipo cascavel, venenosa; que houve queixas dos empregados que o avião passou veneno (pulverizou)enquanto estavam no local, trabalhando; que houve um acidente, com a queda do pivô, enquanto o funcionário 'Raimundo' (acidentado) estava movimentando e consertando o referido aparelho de irrigação; que Raimundo sentiu dores durante 3 dias; que soube que foi levado para atendimento hospitalar na segunda feira (há dois dias); que foi levado por motorista da fazenda (destaque nosso)”


Sobre as condições do alojamento, relatou o trabalhador José Marlos Moraes dos Santos que:


As lavouras recebiam pulverização mecânica de agrotóxicos, inclusive através de aviões, e os trabalhadores, muitas vezes, não eram avisados sobre o horário da pulverização. Em verdade, enquanto a equipe do GEFM permaneceu na fazenda verificou-se o abastecimento do avião, bem como o sobrevôo para pulverização. O resultado é que ficavam impossibilitados de afastar-se dos locais aspergidos em tempo de não serem contaminados. Ressalte-se que não havia qualquer sinalização das áreas pulverizadas – o que se aferisse se era respeitado o período de reentrada. De fato, alguns trabalhadores queixaram-se de incômodos na garganta, mal-estar e cansaço respiratório, atribuídos, por eles, ao contato com o agrotóxico. Mencione-se que o empregador não fornecia aos trabalhadores qualquer informação ou treinamento sobre agrotóxicos.


Muitos laboravam com vestimentas inadequadas e desprotegidas dos riscos a que eram expostos, como radiação ultravioleta, calor excessivo, acidentes com animais peçonhentos, risco de contaminação por agrotóxicos. Diversos trabalhadores foram encontrados pela equipe fiscal, em plena atividade laboral, descalços ou com sandálias tipo “havaianas”, sem luvas, botinas, chapéu ou qualquer outro equipamento de proteção”

Sobre as condições do alojamento, relatou o trabalhador José Marlos Moraes dos Santos que:

“...que está alojado em alojamento de alvenaria, mas que o teto do alojamento tem goteiras que fazem molhar os trabalhadores; que dorme numa cama de cimento, e num colchão muito velho, que fede e é cheio de pulgas; que é muito ruim dormir nestas condições; que sente dores nas costas devido à condição da cama e do colchão(destaque nosso)”


Causa indignação o relato à Polícia Federal do trabalhador JOSÉ PAULO DOS SANTOS  ( fls. 513/515).

“...QUE descreve o quarto do alojamento em que morava como sendo péssimo, com insetos, colchão fino, havia goteiras, dividia o quarto com quatro companheiros; (....) QUE a limpeza dos quartos era feita pelos próprios trabalhadores...”


Ainda sobre o descaso quanto à saúde dos trabalhadores, vale transcrever o depoimento do Sr. Paulo Batista da Silva ('TEOBAIA”, que até dezembro do ano passado (2006) era próprio “gato” da Fazenda e, atualmente, é “testa de ferro”, na simulação de terceirização do refeitório-2, dos trabalhadores:

“...QUE também já ocorreu de trabalhadores adoecerem na lavoura e a fazenda não disponibilizar transporte para o tratamento médico na cidade, sendo que algumas vezes o próprio depoente teve que transportar, às suas expensas, as pessoas adoentadas para LEM; (....) QUE o almoço dos cerqueiros é transportado em marmitas, por uma camionete F4000 e levada aos mesmos até o local de trabalho, sendo que os trabalhadores almoçam sob o sol, ao relento, na própria roça; (....) QUE o alojamento dos trabalhadores temporários foi construído há mais ou menos oito anos; QUE a alimentação era muito ruim; QUE apesar da limpeza diária (pelos próprios trabalhadores) tem muito inseto, especialmente baratas; QUE as fossas ficam expostas e cheias de baratas; QUE quase todos os dias os peões matam cobras; QUE tem conhecimento de que já foram levadas equipes de construtoras para fazerem orçamento de reforma do alojamento dos trabalhadores temporários mas até hoje nada foi feito; QUE o Sr. RICARDO (FERRIGNO-O SÓCIO-ADMINISTRADOR) pouco vai ao alojamento mas tem conhecimento do estado deplorável em que se encontra, pois o depoente na época em que prestava serviços diretos na fazenda cansou de solicitar providências
relativas à reforma do alojamento ao gerente DEUSMÁRIO” (destaco)..

Registre-se que o depoimento acima goza de toda a isenção, eis que prestado pelo “gato” da Fazenda por mais aproximadamente 15 (quinze) anos, conforme a prova produzida no curso da operação, inclusive o seu próprio depoimento. Ademais, hoje, foi a pessoa de confiança encontrada pelo dono da Fazenda Campo Aberto, Sr. RICARDO FERRIGNO para servir de “testa de ferro” à terceirização ilícita do restaurante que serve as refeições dos trabalhadores, de que trata a presente postulação.


                        Em outro trecho, pelo depoimento do trabalhador ELESSANDIO SANTOS DE SOUZA,  constata-se a arregimentação e aliciamento de trabalhadores em outra região/servidão por dívidas, atraindo a incidência do tipo penal previsto no artigo 207 do Código Penal Brasileiro, coadjuvado pelas previsões pelo art. 230 do CTB, pela Resolução CONTRAN nº 82 e, finalmente, pelo item 31.16.1 da NR – 31 do MTE, in verbis:

QUE na primeira vez em que trabalhou na Fazenda Campo Aberto veio para esta região por meio de TEOBAIA que o pegou em Cafarnaum no ônibus da própria fazenda; QUE acha que o ônibus era alugado; QUE havia em média 50 pessoas, todas de Cafarnaum, no mesmo ônibus em que o depoente veio a LEM  e todas foram encaminhadas para trabalhar na fazenda Campo Aberto; QUE não se recorda do nome de nenhum dos colegas que o acompanhou; QUE não foi garantido meios para o retorno do depoente a Cafarnaum; QUE para retornar à sua cidade o próprio depoente pagou a sua passagem; (....) QUE achava que as condições do alojamento tinham melhorado em relação à outra vez que trabalhou na fazenda Campo Aberto, mas não melhoraram; QUE queria sair da Fazenda Campo Aberto porque o valor da empreita estava muito barato; QUE  em 2004 comprava mercadorias na cantina da Fazenda, com o irmão de TEOBAIA; QUE  o valor das mercadorias era diretamente descontado do salário do depoente”. (destaco).


“...que não é disponibilizado aos trabalhadores água tratada para o consumo, não há filtros nem bebedouros, que não são disponibilizados copos descartáveis ou individuais//...que a água consumida provém de poço/torneira; que tem gosto de ferrugem”.

DA FRAUDE EVIDENCIADA QUANTO À CELEBRAÇÃO DE CONTRATOS POR PRAZO DETERMINADO (SAZONAIS/SAFRA).

No curso da fiscalização, o grupo móvel constatou que há na Fazenda-ré uma conduta generalizada de utilização fraudulenta do instituto da contratação temporária, com graves lesões aos trabalhadores rurais da região e migrantes.

O sistema adota a seguinte seqüência procedimental:

1.O trabalhador é arregimentado em outras regiões ou mesmo na cidade de Luís Eduardo Magalhães, onde há escritórios especializados na captação desta mão-de-obra flutuante, no dizer de Marx - o “exército de trabalhadores de reserva”, como no caso sob exame, o escritório do Renato e Clodoaldo, identificados na Fiscalização.


2.A arregimentação é feita a pedido do fazendeiro, que encomenda 30/40/80 trabalhadores, conforme seja sua necessidade.

3. O dito “CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO PARA EXECUÇÃO DE DETERMINADO SERVIÇO” é sempre firmado para a realização de um único serviço singular, a exemplo da “cata do algodão” -fl.36), “colheita do café” -fl. 34, “desbroto do café – (fl.33)”, “capina do café – fl.32) etc, mas, na prática, não há sujeição ao referido serviço, tampouco a qualquer termo temporal. Tudo fica ao talante do empregador, que manda e desmanda na falácia do pseudo-contrato a termo.

  4.Acrescente-se que o trabalho dito sazonal se estende por todo o ano, na quase totalidade das fazendas, e o trabalhador, por seu turno, se presta a fazer todas as tarefas ocorrentes no curso dos meses do ano: capina do algodão, colheita do café, desbroto e serra do cafezal, amarração do café, encoivaramento, catação de raízes etc, verificando-se, na prática, apenas a troca das turmas. Aí reside o nó górdio da fraude – a necessidade/essencialidade daqueles serviços, na verdade, estende-se por todo o ano. No contraponto, argumenta o empregador, falaciosamente, como visto, que assim procede porque o trabalhador que faz isto, não faz aquilo (ex: o que colhe café não quer trabalhar na capina do algodão). Nada mais inveraz, não se colheu um só depoimento narrando tal exclusividade/especialidade. Todos os trabalhadores ouvidos fazem de um tudo, buscam, na realidade, trabalho e almejam uma segurança na contratação, o que do ponto de vista jurídico, seria o legal e adequado. 




FONTE PESQUISADA



Senna, O Último Romântico


“O amor é o combustível do corpo” – Ayrton Senna

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Foto Rara: Ayrton Senna Mexendo Em Seu Kart Na Juventude


Salão do Automóvel 2014: Renault Expõe Réplica Idêntica Da Lotus Utilizada Por Ayrton Senna em São Paulo






FONTE PESQUISADA

Disponível em: <https://twitter.com/portaljovempan/status/527155152948826112/photo/1>. Acesso em: 28 de outubro 2014.

Adriane Galisteu Talks About Ayrton Senna ( May 1 st 2014)

Foto/Picture: Ayrton & Adriane (Rio de Janeiro-December 1993)


Pride 

"I never expected to go so far, but I wouldnt do anything different today.I'm proud of my love story with Ayrton. He will live in my heart forever and I will be his eternal girlfriend " emphasized Galisteu, during a chat with the brazilian newspaper "Extra Online"..She talks about her strong memories with the national idol. She pronounced Ayrton´s name with emphasis, it was something noticeable in her voice. "Regardless of my love story, all of us are fans of his trajectory because he always will be a great idol. When my son grow up I will tell about Ayrton Senna with him" She says, talking about her son, Vittorio, 3, with the brazilian businessman Alexandre Iódice. What I miss... 


Saudade

"He is always alive in my life, Its not a problem for me! And I like it. I´m pride because I lived a beautiful love story. But of course I use to stay nervous every year on May 1 st and on March 21 ( his birthday) too. I like to post his picture on my instagram and facebook account, in his honour ... ". 


Eternal love

Adriane was interviewed by phone and her husband heard part of the conversation: "My husband is not jealous person. When he married with me, he knew about my feelings. I will never get married with a man that doesn´t respect my story" says Adriane, " If it depends on me, he will never be forgotten or untied me. We will always remember his memory. He is a person absolutely brilliant and eternal. " 

Some people comments about to become more famous after his death:
"I don´t care about it. I do not regret anything in my life. People that don´t know me very well can think what they want about me, but who really know about my life have a different opinion about me.It is not necessary that all people love me, I never want it. I just want people respect me and appreciate my professional life. Now I´m happy and in peace with my life and my story. I grew up in a humble family. I´m still the same simple person.Ayrton was the same: a guy with extremely simple habits. " 

SOURCE: http://extra.globo.com/famosos/adriane-galisteu-diz-que-marido-nao-tem-ciumes-de-sua-historia-de-amor-com-ayrton-senna-ele-vivera-eternamente-em-mim-12374026.html#ixzz3GVGExQMQ 

DATE: 10/28/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Antigo Fórmula Ford De Ayrton Senna Corre Em Portugal

Por Ricardo S. Araújo a Segunda feira, 27 de outubro de 2014 17:31




AUTOSPORT TV - autosport.pt

No último Estoril Racing Weekend foi possível ver o monolugar da família Raposo Magalhães que terá sido pilotado por Ayrton Senna na sua primeira época na Europa, em 1981. O AutoSport TV conta-lhe a história deste famoso Fórmula Ford.



Fotos Ayrton Senna na Fórmula Ford 1600 em 1981, categoria de base da Fórmula 1
















FONTE PESQUISADA


ARAÚJO, Ricardo S.. AUTOSPORT TV: Antigo Fórmula Ford de Ayrton Senna corre em Portugal. Disponível em: <http://autosport.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/127875>. Acesso em: 27 de outubro 2014.

Foto rara: Ayrton Senna provando o cockpit da Williams 1993 de Prost


Lego Senna GP Brasil 1993


Tema da Vitória Ayrton Senna no Programa do Jô

domingo, 26 de outubro de 2014

Adriane Galisteu Fala de Família Senna em Seu Livro Caminho das Borboletas

A família de Ayrton Senna estava o atormentando nos seus últimos dias de vida. O motivo: Senna iria pedir Adriane em casamento após o GP de San Marino, em 01 de maio de 1994, mas infelizmente durante a prova ele sofreu um gravíssimo acidente e morreu. A família era contra o casamento dos dois. 




Abaixo trechos do livro "Caminho das Borboletas"



Família atormenta Ayrton Senna, eles estavam fazendo pressão pra que Ayrton desistisse de se casar com Adriane:

Braga conhecia o Béco e sabia o que se passava no fundo de seu coração. O ídolo é um alvo fácil para a intriga, o veneno, a inveja, o medo dos que gravitam em torno dele, a insegurança de quem tenta inutilmente controlá-lo. Braga sabia que Ayrton estava sob pressão - e que a Benetton e Michael Schumacher não eram as únicas coisas do mundo a atormentarem seu sono. Mas sabia da integridade do amigo, da força de sua determinação e da sinceridade de seus sentimentos.

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A família era encostada em Ayrton (e continuam encostados até hoje, pois vivem dos direitos de imagem dele e dos produtos licenciados que vendem):

Para nós, o que Angra era no Brasil, o Algarve era na Europa. Há dois anos e meio Ayrton fazia daquele cantinho ensolarado do sul de Portugal o seu mix de refúgio e escritório ao longo de toda a temporada européia - que, com uma ou outra alteração de calendário, coincidia com o período mais agradável de final de primavera, verão e comecinho de outono. De mais a mais, as férias escolares brasileiras, em julho, sempre davam chance para que a família, ou parte dela, se achegasse - como aconteceu em 1993. Pude curtir meus primeiros momentos de verdadeira  intimidade com a Zaza, mãe dele - a quem eu ainda tratava pelo cerimonioso "dona Neide". Intimidade é isso: café da manhã juntas, preparar na cozinha uma comidinha especial para o filho, sair às compras com ela e a Juraci, a caseira. Viver essas coisas banais do cotidiano. Viviane, a irmã mais velha de Ayrton, apareceu com as meninas, Bia e Paulinha. Bruno ficou com o avô na fazenda de Tatuí, treinando no seu kart.

Pude sentir, nas palavras trocadas à mesa ou à beira da piscina, o que o Béco significava para eles: o xodó, o filho vitorioso, o arrimo, o eixo, quase a motivação de cada uma daquelas vidas. Uma mulher a mais, uma namorada, seria sempre uma ameaça à ordem natural da rotina familiar, um perigo. Namoradinha, que fosse - mas  que não passasse daí (foi longe, passou daí... Adriane morava com Ayrton a mais de 1 ano e seria sua esposa, para o desagrado da família dele). Isso eu vejo agora. Não pela cabeça naqueles dias, naquelas semanas. Eu só sabia repartir com eles, o Béco e a família, coisas boas.

Por exemplo, a vontade súbita de fazer umas comprinhas em outras cidades da Europa. O jato do Béco estava quase sempre disponível, nos intervalos entre as provas e lá fomos nós, a mãe, a irmã e as crianças para uma temporada de aquisições em Londres. Sendo que, uma tarde, saindo só nós duas, Bia e eu, ela simplesmente evaporou, dentro da Harrods. Eu, desesperada, descabelada, procurando. Nada. Perguntei por ela, no meu inglês estropiado. Nada. Fui até a porta. Nada. Meu desespero me obrigou  a uma última saída:

- Biiiiaaaaaa!

Dei um berro que toda a gigantesca loja de departamentos ouviu.

Inclusive ela, ainda bem. Calmamente, experimentava roupa num daqueles provadores.

Próxima escala: Paris. Desembarcamos no hotel e saímos em disparada, à procura de um táxi. Estava tudo estranhamente calmo. O porteiro nos deteve:

- Mesdames, vocês sabem que dia é hoje?

14 de julho, feriado nacional. Tudo fechado. E só tínhamos mais um dia. Saímos assim mesmo, lambendo as vitrines. Conseguimos descobrir duas lojinhas antipatrióticas: uma de perfumes, outra de cristais.

Béco foi nos encontrar lá, já a caminho dos testes do GP da Alemanha. Abriu nossos quartos e quase desmaiou:

- Vocês estão malucas?

Teve a pachorra de contar: 38 malas, para quatro mulheres. O paciente Mahonney conseguiu acomodá-las, todas, no avião. Posou, antes, para uma foto que mostrasse toda aquela bagagem. Simpaticíssimo personagem, do qual sentirei falta, o Mahonney. Lembro-me de que ele reclamava apenas de uma coisa: de tão próximo do Béco, nunca ninguém se lembrara de fotografá-los juntos, piloto e piloto. Soube, aliviada, que às vésperas do acidente fatal em Ímola a foto foi feita.

Mas o convívio em Mônaco, a sós, tinha feito tão bem que não nos cansávamos de planejar novas viagens, apenas os dois.


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Nas ultimas conversas que teve com sua amada, Ayrton tocou no assunto sobre o pedido de casamento que faria a ela naquela noite de 01 de maio de 1994 e também comenta sobre as intrigas da família dele. A família armou contra Adriane para fazer Ayrton desistir de se casar com ela. Porém a armação não deu certo.

Ao sair do banho, o telefone voltou a tocar. Atendi no banheiro, espreguiçando sobre o tapete branco e alto, fofo como o pêlo de um gato angorá:

- Becão, está se sentindo melhor?

Ele não chorava, mas sua voz era um fiapinho:

- Olha, minha cuca está no pé. O Braga, o Léo e o Galvão (Bueno, da TV Globo) estão aqui, graças a Deus. Saímos para jantar, conversamos, estou melhor.

Tradução: ele ia correr, e ia correr para vencer.

- Estou preparado para sentar no carro e acelerar fundo - disse.

Seu generoso coração preparava, em segredo, uma surpresa. Em vez da bandeira do Brasil que ele costumava acenar nos dias de vitória, já tinha encarregado um amigo de conseguir uma bandeira da Áustria. Seria sua homenagem ao infeliz Ratzenberger. Um iniciante na Fórmula l. Mas, para Ayrton, não existem hierarquias nem na vida nem na morte. Ele me confidenciou seu gesto. Juro que aí quem teve vontade de soluçar fui eu.

Disfarcei com uma certa irritação:

- Pô, quando morre alguém da família, pára tudo, não pára? As pessoas põem luto...

Soube depois, pelos amigos, pela imprensa, que a prova de Ímola esteve por um fio. Ayrton deu declarações públicas denunciando a insegurança do circuito e lamentando os acidentes. Mas ele era a última pessoa do mundo a poder comandar uma operação-boicote. Tinha perdido as duas primeiras provas, estava atrás de resultados, qualquer atitude sua poderia ser entendida como um pretexto para ganhar tempo, para não competir. E, se havia coisa no mundo que Ayrton não era, era frágil e covarde. Comigo, naquela noite, às vésperas da tragédia, ele só repetiu seu constrangimento sintomático:

- É assim mesmo, esse pessoal é assim mesmo - para logo mudar de assunto.

A caseira interrompeu para animá-lo com o cardápio que ela preparava para a chegada. Típico da simplicidade dele: galinha grelhada e legumes no vapor. Peguei de novo o telefone. Falamos de nós. De saudade e de amor. Trocamos juras apaixonadas.

- Preciso lhe dar umas palmadas - disse ele.

- Palmadas? Por quê?

- Tenho muito a lhe dizer. A lhe propor. A lhe oferecer - prosseguiu. - Devo estar aí às 20h30, por aí. Quero passar a noite em claro. Vamos conversar até o amanhecer. Quero convencê-la de que sou, disparado, o melhor homem de sua vida.

Ri, com aquele comentário inesperado.

- Você não conhece os outros... - brinquei.

- Vou provar-lhe que sou o melhor.

Meu Deus, ele é o melhor homem de minha vida. O único. Será que eu ainda não deixara isso claro para ele? Ele era uma dádiva, um presente, um paraíso. Na nossa conversa noturna e meio bobalhona de dois enamorados, nem de longe imaginei que houvesse espaço para a intriga ou o veneno. De nossa parte, não havia. A paixão era nosso único alimento... 




FONTE PESQUISADA


GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 


sábado, 25 de outubro de 2014

Senna e Galisteu Momentos


O Globo: Balestre Confessa Que Prejudicou Senna em 1989 07 11 1996

Senna recebendo o troféu de campeão do mundo de 1990. Assim que ganhou seu terceiro título mundial em 91, Senna detonou Balestre na imprensa e disse que foi roubado em 1989.

Jornal O Globo, 07 de novembro de 1996



Alain Prost recebe seu troféu de campeão do mundo da F1 de 1989 das mãos de Jean-Marie Balestre na cerimónia de entrega de prémios da FIA em Paris (França)

Prost bate em Senna, Suzuka 1989

Prost e Balestre eram muito amigos





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Jornal O Estado de S. Paulo, 06 de novembro de 1996




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“Mãozinha” de Balestre enoja pilotos

Jornal o Estado de S. Paulo, 07 de novembro de 1996

Automobilismo reage indignado à revelação de que Prost recebeu ajuda contra Senna

Por Lívio Oricchio

Indignação e revolta. Essa a reação da grande maioria dos profissionais de automobilismo à declaração de Jean-Marie Balestre, terça-feira, em Paris. O ex-presidente da então Fisa (hoje, FIA) confirmou que deu “uma mãozinha” ao francês Alain Prost para ser campeão do mundo em 1989. Prost e Senna disputaram o título da temporada. “E imaginar que o Ayrton pensou em deixar as pistas por se sentir injustiçado”, lembrou Rubens Barrichello. Para Christian Fittipaldi, hoje na Fórmula Indy, Balestre não o surpreendeu: “O negócio na Fórmula 1 é meio manipulado politicamente.”

No GP do Japão de 1989, Prost fechou a porta para Senna, na chicane de Suzuka e os dois pilotos da McLaren-Honda bateram. Senna ainda voltou à corrida e a venceu. O resultado adiava a decisão do campeonato para a etapa seguinte, em Adelaide. Mas, por interferência de Balestre, autoridade máxima do esporte (Fórmula 1) na época, a direção da prova desclassificou Senna, alegando que ele cortara o caminho para regressar a pista, depois da batida. Com isso, o piloto francês garantiu seu terceiro título mundial. “O pior foi que depois o Balestre mandou o Ayrton pedir desculpas publicamente por ter criticado suas atitudes”, diz Wilson Fittipaldi Júnior, ex-piloto de Fórmula 1, atualmente na Stock Car.
Senna fez pesadas críticas ao dirigente francês. Para que ele pudesse ser inscrito no Mundial (do ano seguinte, em 1990) pela sua equipe (McLaren) e recebesse a superlicença, documento necessário para pilotar na Fórmula 1, Balestre exigiu uma retratação pública do brasileiro. O impasse se estendeu até próximo da abertura do campeonato seguinte, quando Senna finalmente distribuiu um comunicado atendendo Jean-Marie Balestre (Senna desmentiu em 1991 que havia redigido tal pedido de desculpas a Balestre). “O Ayrton foi roubado e ainda obrigado a pedir desculpas, é revoltante”, reagiu ontem Paulo Gomes, campeão de Stock Car no Brasil. “Balestre não deu uma mãozinha, como disse, mas os dois braços ao Prost; para mim, Senna é tetracampeão do mundo.”
Rubens Antônio Carpinelli é o presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo. Para ele, Balestre apenas confirmou o que todos já sabiam. “Não havia motivo para a desclassificação, foi mesmo patriotada (demostração exagerada de patriotismo. Balestre e Prost são franceses).”

Já o promotor e organizador do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, Tamas Rohonyi, comentou que Balestre, mais uma vez, está pretendendo aparecer. “Ele sempre gostou de ser notícia”, afirmou. “Não vejo como na estrutura da então Fisa, um dirigente pudesse interferir no resultado de uma competição.”









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O Desabafo: 'Fui roubado em 89'

O Globo, 21 de outubro de 1991

Ayrton Senna aproveita seu terceiro título mundial para desabafar e afirma que esse seria seu quarto título caso não tivesse sido roubado por Balestre em 1989


“Até hoje não engoli o que aconteceu naquele ano. Fui roubado.” - Ayrton Senna

“Ano passado, Prost saiu na frente eu fui em cima dele. Foi um mau exemplo para todo mundo.” - Ayrton Senna




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FONTE PESQUISADA

Balestre confessa que prejudicou Senna em 1989. O Globo, 07 de Novembro de 1996, Matutina, Esportes, página 41


JÚNIOR, Reali. Balestre admite ter ajudado Prost contra Senna. O Estado de S. Paulo, 06 de novembro de 1996, Esportes, página 38.


ORICCHIO, Lívio. “Mãozinha” de Balestre enoja pilotos. O Estado de S. Paulo, 07 de novembro de 1996, Esportes, página 44.

ITIBERÊ, Celso. O desabafo: ‘Fui roubado em 89’. O Globo, 21 de Outubro de 1991, Matutina, Esportes, página 4.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Entrevista Com Braguinha, Grande Amigo de Ayrton Senna

"Mecenas" de Pelé, Guga e Fittipaldi, Braguinha é lenda viva do esporte

Linha de Chegada
24/10/2014 19h23 - Atualizado em 24/10/2014 19h25
Por SporTV.com - sportv.globo.com

São Paulo

Ex-banqueiro Antonio Carlos de Almeida Braga deu apoio financeiro a vários esportistas brasileiros e foi um grande amigo de Ayrton Senna


Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, nunca ganhou uma corrida, fez um gol no Maracanã ou bateu qualquer recorde olímpico. Mesmo assim, é uma das maiores lendas do esporte brasileiro. Só que atuando nos bastidores. Ex-Banqueiro, esse senhor de 88 anos exerceu um papel de "mecenas" ao dar apoio financeiro a nomes como PeléGustavo Kuerten e Emerson Fittipaldi.

- Braguinha é um patrimônio do esporte nacional. O que ele fez pelo esporte brasileiro desde antes mesmo de começar a Fórmula 1...o apoio, a paixão, o patrocínio, a motivação, o que ele fez pelo esporte brasileiro é fantástico. Me ajudou, como ajudou outros atletas, muitos clubes e confederações - destacou Fittipaldi, que recebeu apoio financeiro do amigo nos anos 1970.

Senna e Braguinha, nos anos 90 (Arquivo pessoal)

Grande parceiro também do ex-piloto Ayrton Senna, morto em 1994, Braguinha até hoje mantém apoio a alguns esportistas, como com a tenista Teliana Pereira.

- Desde garoto sempre fui louco por esporte. Praticava muitos e não era bom em praticamente nada, mas gostava e acompanhava todos os grandes campeonatos do mundo de tênis e de futebol - conta.

Desde a edição de 1950, no Brasil, Braguinha esteve em todas as Copas do Mundo de Futebol. E também em todas as Olímpíadas desde 1972, em Munique, na Alemanha. Provas de sua admiração e fanatismo pelas disputas esportivas.

 Braguinha deu apoio financeiro a muitos esportistas brasileiros (Foto: Reprodução do SporTV)

Senna e Braguinha, nos anos 90 (Arquivo pessoal)

Adriane Galisteu, Ayrton Senna e Braguinha


FONTE PESQUISADA

"Mecenas" de Pelé, Guga e Fittipaldi, Braguinha é lenda viva do esporte. Disponível em: <http://sportv.globo.com/site/programas/linha-de-chegada/noticia/2014/10/mecenas-de-pele-guga-e-fittipaldi-braguinha-e-lenda-viva-no-esporte.html>. Acesso em: 24 de outubro 2014.





quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Globo: Vitória de Senna Impede Festa de Prost e da Renault 24 05 1993

Pódio Mônaco 1993





FONTE PESQUISADA

ITIBERÊ, Celso. Vitória de Senna impede festa de Prost e da Renault. O Globo, 24 de Maio de 1993, Matutina, Esportes, página 3.

O Globo: Ayrton Senna: 150 Motivos Para Tornar a F1 Mais Emocionante 20 06 1993








FONTE PESQUISADA

BARRETO, Marcelo. Ayrton Senna: 150 Motivos Para Tornar A F1 Mais Emocionante. O Globo, 20 de Junho de 1993, Matutina, Esportes, página 50.

Hoje é o Dia do Aviador

Ayrton Senna fazendo uma manobra de aterrissagem em Faro, Portugal [março de 1994]
Foto: Norio Koike

Hoje é o Dia do Aviador e, além de voar baixo literalmente pelos autódromos do mundo inteiro, Ayrton Senna também adorava a velocidade no ar. O tricampeão mundial de F-1 inclusive tinha habilitação para este tipo de pilotagem ("brevê") e fazia dos aeromodelos um de seus principais hobbies.

Ayrton Senna fazendo uma manobra de aterrissagem em Faro, Portugal [março de 1994]
Foto: Norio Koike



FONTE PESQUISADA

Disponível em: <https://www.facebook.com/oficialayrtonsenna/photos/a.156519011191526.1073741830.144804135696347/359930030850422/?type=1&theater>. Acesso em: 23 de outubro 2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Viviane Senna Desrespeita Religião Católica e Joga Fora Terço de Hebe Camargo

Fanatismo Religioso

Hebe Camargo mandou fazer um terço verde e amarelo para colocar sobre o caixão de Ayrton Senna e a família (lê-se Viviane Senna) jogou no chão de propósito. Porque Viviane era protestante e não queria símbolos católicos em cima do caixão do irmão. Jesus que horror! ela devia respeitar a religião do irmão. Se ele deixou uma luva na Basílica de N. Sra. Aparecida isso prova que ele era católico, ainda que não praticante já que não tinha como ir as missas todo domingo. Ele realmente tinha amigos evangélicos, certamente já deve ter participado de cultos, mas Senna disse em várias entrevistas que era católico.

Fotos: Reprodução Revista Manchete Ano 1 - Especial Nº 3 - 08 de maio de 1994

Hebe coloca terço sobre o caixão de Ayrton Senna
Reprodução Revista Manchete

Sem citar nomes, Adriane Galisteu comenta em seu livro "Caminho das Borboletas" o desrespeito com a fé católica, a fé de Hebe Camargo e de milhões de brasileiros católicos. Mas sabemos muito bem quem foi que praticou esse ato discriminatório. Essa intolerância religiosa. Foi ela, Viviane Senna, que era evangélica e inclusive tentava converter sua família inteira para sua religião. 

Trecho do livro 'Caminho das Borboletas' de Adriane Galisteu:

"Vi quando Hebe Camargo depositou sobre o caixão o terço verde-amarelo que ela mandara fazer - e que, me contaram depois, e custo a crer, foi arremessado no chão pelo ato impensado de fanatismo de outra pessoa que não comunga da mesma fé. Hebe, chorosa, veio ao meu encontro para me abraçar: "Ó, menina, ó Adriane, que absurdo, que tragédia!" "

Hebe coloca terço sobre o caixão de Ayrton Senna, reparem que ela tem um broche com a miniature do capacete verde e amarelo de Senna.
Reprodução Revista Manchete


Hebe coloca terço sobre o caixão de Ayrton Senna
Reprodução Revista Manchete



Hebe coloca terço sobre o caixão de Ayrton Senna
Reprodução Revista Manchete




Hebe coloca terço sobre o caixão de Ayrton Senna
Reprodução Revista Manchete






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GALISTEU, Adriane. Caminho das Borboletas. Edição 1. São Paulo: Editora Caras S.A., novembro de 1994. 

Hebe. Manchete, Rio de Janeiro, Ano 1, Especial Nº 3, 08 de maio 1994.